Peritos Técnicos identificam corpos carbonizados em Maiquinique


Cinco corpos foram encontrados na tarde de terça-feira (25) na zona rural da cidade de Maiquinique, sudoeste da Bahia. Dois deles estavam totalmente carbonizados e os outros três estavam parcialmente.

Fotos: reprodução/sindpep
Fotos: reprodução/sindpep

A suspeita é que o crime esteja ligado a uma disputa por tráfico de drogas na região, onde duas facções criminosas disputam o domínio do tráfico de drogas; recentemente um dos principais chefes do tráfico sofreu uma tentativa de homicídio na região de Maiquinique, acredita-se que o ato foi uma resposta à tentativa de homicídio.

As vítimas estavam em uma fazenda quando um grupo armado chegou e houve intensa troca de tiros, sendo no local do crime encontradas várias cápsulas de munição de diversos calibres.

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Três mortos já foram identificados pelos Peritos Técnicos de Policia Civil lotados no Departamento de Policia Técnica da Cidade de Itapetinga, através de Exame de Identificação Necropapiloscópica. Os peritos ainda estão trabalhando na identificação de outro corpo e apenas um dos corpos não será possível a identificação através da Perícia Necropapiloscópica.

Os Peritos Técnicos Carlos André Gomes Silva e Renara Larissa Afonso foram os responsáveis pela realização dos trabalhos.  Segundo  eles, a realização de um trabalho tão complexo é extremamente gratificante na medida em que podem contribuir para diminuir a dor das famílias através de um trabalho de identificação rápido e eficiente, dando oportunidade destes familiares de se despedirem de seus entes queridos de forma digna; trabalhos como estes demonstram a importância social da Perícia Papiloscopica.

A morte é o evento que extingue a personalidade, segundo o Art. 6° do Código Civil. Atestar a identidade de quem faleceu é uma atribuição privativa daquele que é responsável pela identificação humana, o Perito Técnico de Polícia Civil.

A Necropapiloscopia é a área da Papiloscopia que trata da identificação post mortem. Quando ocorre a morte em circunstâncias que a identificação “a olho nu” do cadáver se torna impossibilitada (putrefeitos, carbonizados, mumificados, saponificados, esqueletizados), ou mesmo, no caso de o “de cujus” não possuir identidade conhecida, faz-se imperioso o exame necropapiloscópico.

A Perícia Necropapiloscópica obtém vantagens em relação a outros métodos de identificação post mortem, por ser muito menos custosa ao Estado, geralmente mais rápida, e em comparação com o exame de DNA, não dependente de material fornecido por familiares consanguíneos, tampouco da utilização de aparelhos sofisticados e caros (como os utilizados nos Laboratórios de DNA – por exemplo o PCR), ou de fichas de tratamento dentário (no caso do método de identificação pela arcada dentária).

O exame necropapiloscópico é a alternativa mais eficiente, por exemplo, para a identificação de cadáveres nos casos de pessoas adotadas (sem parentes consanguíneos) ou de gêmeos univitelinos, cujas características de DNA são idênticas, mas sempre possuem impressões digitais diferentes, ou de pessoas cujas fichas dentárias são impossíveis de serem obtidas.

A prova datiloscópica estabelece com segurança a identidade do cadáver para fins médico-legais, criminais, judiciários, de indigentes e desconhecidos.  (sindpep)

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